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O Designismo

Hoje em dia, ouvimos muitos termos como hair design, design de jóias, cake design, design de unhas entre outros. Estamos vivendo uma era da valorização do design, onde as organizações estão descobrindo, tardiamente principalmente no Brasil que ainda engatinha nessa área, a importância do design para o sucesso de um produto ou serviço.

Amando ou odiando, podemos citar o sucesso da Apple como um marco no crescimento do “Designismo”, onde seu produto é vendido e considerado, por muitos, como sonho de consumo, não só pelo seu desempenho e sim muito mais pelo seu design. Isso  é evidenciado pelo pouco investimento em marketing e propaganda feito atualmente pela empresa. Seu produto consegue alcançar vendas respeitáveis muito mais pelo seu boca-a-boca, ou seja, seu design vende muito.

Com o sucesso alcançado por empresas que investem pesado em funcionalidades e projetos inovadores, muitos passaram a querer ligar seu nome ou o nome de seu produto e serviço ao design.  Mas será que em todos eles podemos encontrar de fato o “design”?

Para entendermos melhor, precisaremos entender a diferença básica entre design e artesanato. Embora estejam intrinsecamente ligados, são coisas diferentes. O artesanato é essencialmente um trabalho manual ou a produção de um artesão, não possuindo assim uma produção em série e, tão pouco, uma funcionalidade evidente. Podemos ter uma cadeira como artesanato, possuindo a função de ser utilizada em escritório, mas não sendo produzida em série, ou um quadro que serve apenas esteticamente.

Já para termos um design, necessariamente o produto precisar ser produzido em série e possuir uma funcionalidade. Design é configuração, concepção, elaboração e especificação de um artefato, sendo uma atividade técnica e criativa, orientada por uma intenção ou objetivo, ou para a solução de um problema.

Design de Embalagem, Design de Produtos, Design Gráfico, Design de Web, possuem em si a “alma” do design, ou seja, possuem a arte em sua base, mas são produzidas em larga escala, com um objetivo e com uma funcionalidade específica, seja ela para orientar ou facilitar.

A maioria das pessoas traduz erroneamente design como “desenho”. Design vem do latim Designare, melhor traduzido comoDesignar”, ou seja, mostrar, determinar, marcar.

O Design, no Brasil chamado de Desenho Industrial, surgiu com o advento da Revolução Industrial em meados do século XIX, entretanto como disciplina aflorou na primeira década do século XX na Alemanha, influenciado principalmente pela Bauhaus, primeira escola de design do mundo, fundada em 1919. Seu estudo está ligado a outras áreas do conhecimento como a psicologia, teoria da arte, comunicação, simbologia, cognição, gestalt, entre outros.

Design não é só aparência. Não é apenas “coloque uma artesinha nisso aqui?”. Design é comunicação, é acrescentar valor e significado, é simplificar, esclarecer, modificar, dignificar, dramatizar, persuadir e inovar. Design é como funciona.

O direito autoral e o Creative Commons

Na próxima quarta-feira (09/06) acontece na Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ) o Seminário sobre a Reforma da Lei de Direito Autoral (LDA). O evento tem como objetivo contextualizar e analisar os principais pontos da atual lei e discutir o impacto das novas tecnologias sobre a produção e distribuição de conteúdo, a partir da perspectiva da economia da cultura e dos direitos autorais. Além disso, busca avaliar o anteprojeto que, em breve, será submetido à consulta pública antes de ser apresentado pelo MinC.

A reforma da Lei de Direito Autoral, conhecida como lei 9.610, é um importante passo no direito brasileiro pós-Internet. Isso porque a LDA que hoje está em voga data do ano 1998, quando a troca, a modificação, o remix de conteúdo ainda não eram as principais atrações da web. Mesmo porque, isso só veio depois da popularização da web 2.0.

Pois é, países, como não dá para remar contra a maré, o mais sensato é rever e adaptar as leis para um novo contexto de uma sociedade conectada…

Monitoramento web para quem não tem tempo a perder com isso

Se você acompanha a conversação sobre mídias sociais, certamente já trombou com um ou mais dos literalmente milhares de posts falando sobre a necessidade de ouvir. Pois bem. “Ouvir” de maneira sistematizada e alinhada a objetivos específicos é o que chamamos de monitoramento.

E não se engane: é importante mesmo. Sem isso, dificilmente se faz coisa que preste em matéria de comunicação na Internet. Para ficar num exemplo simples, como saber o que falar, onde falar, com quem falar e como falar se você não conhece nada sobre o ambiente? O fato de que tantos profissionais da área estejam cansados de ouvir que é preciso ouvir (!) não diminui a importância do assunto.

Estimo que pelo menos 80% dos leitores deste blog conheçam as ferramentas e técnicas básicas para monitorar um tema qualquer na web social. Assim, o objetivo deste post é mostrar aos demais 20% como fazê-lo de maneira simples, eficaz e gratuita.