CDN Interativa - Diálogo digital

Agora é a vez do Pinterest

O ser humano é visual. Quando vemos uma imagem, uma série de conexões se estabelecem e surgem novas ideias. Essa foi a principal inspiração para o surgimento do Pinterest, uma rede social baseada na organização de imagens e vídeos.

O serviço, que por enquanto só pode ser acessado mediante convite, é uma espécie de quadro digital onde as pessoas compartilham diferentes coleções de fotos. E vale tudo: de produtos de grandes marcas, a estilos e maquiagens que inspiram as garotas.

O Pinterest, de modo algum, será o novo Facebook, como alguns analistas apressadamente afirmam. As redes sociais são animais completamente diferentes, mesmo tendo recursos em comum.

O buzz em torno do Pinterest é justificável. Além do crescimento vertiginoso no número de usuários, a dinâmica lembra muito mais o popularíssimo Twitter que o Facebook. O usuário “fixa” as imagens que interessa no seu mural digital, sejam de amigos, estranhos ou mesmo o que encontrou por acaso na internet. Esse conteúdo visual é organizado em álbuns definidos pelo usuário, chamados boards.

É possível seguir murais de outros usuários, além de republicar o conteúdo, como no Twitter. A grande atração do Pinterest é o caráter colecionável das imagens – além de buscar seus interesses, você também compartilha com o mundo o que gosta, formando uma reputação digital e mostrando quem você é pelos gostos que tem, uma forma fácil de mostrar ao mundo o quão descolado ou antenado você é. É mais ou menos a evolução das comunidades do Orkut, mas de modo estritamente visual. A grande sacada comercial do Pinterest é a venda de anúncios direcionados aos interesses individuais do usuário, conforme suas escolhas.

Um trunfo do Pinterest é o bom gosto. De design minimalista e sem espaço para discussões vazias e lixo eletrônico, as páginas do Pinterest parecem páginas de uma revista com ênfase nas fotos. Os textos, quando existem, são mínimos, pois as imagens dizem tudo. E como o Pinterest é uma rede fundamentada no compartilhamento de paixões, as marcas se expõe muito menos a feedbacks negativos.

Com 10,4 milhões de usuários registrados – é o site com crescimento mais rápido da história – e 12 milhões de visitantes únicos por mês, ele gera mais links de referência que YouTube, Google+ e LinkedIn combinados. Por isso o Pinterest ganha gradativamente importância na estratégia de presença digital das empresas.

Atenta ao fenômeno, a CDN já oferece o Pinterest como opção de presença digital para seus clientes. O objetivo é fornecer conteúdo que se encaixe com a conduta das marcas e de seus públicos-alvos na plataforma.

A Odebrecht Realizações já tem um projeto pioneiro no ar dentro da rede social visual. A proposta da CDN é usar o Pinterest para incentivar e inspirar o público, ajudando no awareness da marca. Lá são publicadas imagens com temas diretamente ligados aos empreendimentos da OR, como ambientes decorados, design, decoração, arquitetura, manutenção de imóveis, habitações e uso criativo do espaço. Ao integrar o Pinterest à matriz de relacionamento digital oferecida aos clientes, a CDN se mostra atenta às tendências, pronta para explorar de forma ainda mais eficiente os canais de comunicação social na internet. E vamos esperar para ver (literalmente!).

Pesquisa revela panorama sobre o uso de Web Analytics nas principais empresas do Brasil

Hoje o Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil) apresentou os resultados da 1ª Pesquisa sobre o uso de Web Analytics no Brasil durante o evento “Meu site é maior que o seu!”. O auditório lotado contou com a presença de empresas, fornecedores e agências, todos reunidos com o objetivo de saber de que maneira essas ferramentas podem ser utilizadas como fonte de informação e Inteligência de Negócios.

O estudo, encomendando pelo comitê de Web Analytics do IAB Brasil e desenvolvido pela Millward Brown, analisou o uso das ferramentas de monitoramento de sites pelas melhores e maiores empresas brasileiras, segundo a revista Exame. De abrangência nacional, a pesquisa ouviu 174 empresas de diversas áreas de atuação como serviços, varejo, alimentação, energia, comunicação, entre outros.

Muitos dados interessantes e surpreendentes foram apresentados. Segundo a pesquisa, 89% das empresas disseram utilizar alguma ferramenta de web anayltics para contabilizar os dados de acessos aos sites, sendo que 82% utilizam o Google Analytics e 16% não sabem qual ferramenta utilizada para a coleta dos dados. Isso indica um grande mercado para as empresas de web analytics apresentar suas soluções.

Para 66% dos entrevistados, a implementação da ferramenta de Web Analytics não foi prioridade nos projetos. Para Amanda Gasperini, da iProspect, o problema ainda reside na falta de cultura de métricas nas empresas, muitas delas não entendem o que e como estão coletando esses dados, impactando no negócio.

Gabrielle Ferreira, da Globosat, disse que analisar o ROI ainda é apontada como a maior dificuldade na análise de métricas. Outra questão é como entender essas métricas, 64% dos entrevistados não entendem ou tem dúvidas sobre os dados das ferramentas de web analytics. Esses pontos afetam na hora das empresas investirem nestas ferramentas. No Brasil, as companhias ainda investem muito pouco quando comparado com países da Europa. “Faltam profissionais para trabalhar com métricas, falta apoio dos superiores e faltam cursos e treinamentos”, complementa Gabrielle.

A segunda parte da apresentação contou com a presença de Marcelo Coutinho (Terra) que falou sobre produtividade, inovação e colaboração.

A grande lição é que o uso correto do Web Analytics representa um diferencial competitivo para as empresas, desta maneira é fundamental que o mercado compreenda a sua utilização.

Em breve a pesquisa estará disponível na íntegra no site do IAB Brasil

Jornalista formada em Comunicação Social pela Universidade Mackenzie e especialista em Comunicação    em Mídias Sociais pela Faap e Gerente de Redes Sociais pela E-commerce School. Atuou por mais de sete anos como assessora de imprensa e há cerca de dois meses foi fisgada pela CDN Digital. Está adorando a experiência de aprender sobre o universo digital. Gosta muito de tudo o que está relacionado com as redes sociais e adora compartilhar informações e algumas risadas.

Twitter @patriciamelendi

Compartilhando o #cfb2011

Ir a um evento de social media é uma atividade, no mínimo, interessante. Mesmo que as palestras não apresentem nada de surpreendente, nenhuma novidade, sempre acaba valendo a pena. Seja pelas figuras cheias de personalidade que circulam e trocam risadas e cartões nos breaks, seja pela quantidade de gadgets que surgem nas mãos e mochilas desse mesmo pessoal, ou pelo papo, sempre out of the box. Esse encontro em especial, além de tudo isso, contou com um quê a mais: sabe aquela sensação de “eu sai de lá melhor e mais preparada do que eu entrei”? Pois é, foi assim que me senti.

Com uma carga horária puxada para o dia e para o clima – sábado, 34°C– o conteúdo das palestras foi suficientemente interessante e elucidativo para manter acordados e participativos os mais de 200 participantes que lotaram o auditório Phillip Kotler na ESPM e mantiveram a hashtag oficial do evento #cfb2011 o sábado inteiro entre os TT’s nacionais.

Logo na primeira mesa, a conversa foi em volta dos motivos pelos quais o Facebook cresceu exorbitantemente no mundo e no Brasil. Além do movimento cíclico das redes sociais e do potencial do Facebook em aproximar marcas e clientes, muita coisa legal foi levantada na discussão. Dentre elas a questão da atenção estratégica da plataforma para com os desenvolvedores de APIs : “Se o Facebook fosse um bolo, os APIs seriam o fermento” – comparou @rafaelsbarai. Mais uma discussão bacana foi a  questão da evolução do Facebook com ferramentas que nascem em resposta às outras redes, como o serviço Assinar vindo em resposta ao Follow do Twitter, ou das listas automáticas, em resposta ao Circles do Google+.

Ainda na primeira mesa uma bola foi levantada com uma pergunta vinda da plateia que trouxe uma reflexão bem interessante, e polêmica, sobre nossa atual movimentação na net: o Facebook cada dia mais se torna uma Social Utility, tomando cada vez mais e mais tempo de navegação do usuário. No passado, a AOL, com um movimento parecido, teve uma morte rápida. Seria esse o futuro do Facebook? A resposta foi não. Ao contrário da AOL, o Facebook está hoje num universo predominante Google, onde as opções de navegação são inúmeras. A discussão foi longe… E você? O que acha disso?

Numa tarde recheada de conteúdos ricos e úteis, o evento terminou com uma palestra sobre Métricas e Inteligência de Dados para ninguém botar defeito. A @natraldi deu um show sobre planejamento, e como ela mesma disse: “Eu gostaria que alguém tivesse me explicado tudo isso antes de eu começar.” E vale mesmo! Trabalhar com Social Media não é brincadeira. Objetivos, retornos reais, metas e evoluções são as palavras de ordem num mercado que, apesar de estar em chamas, pede por profissionais realmente qualificados para suas funções.

Ao final, o óbvio, mas que às vezes a gente esquece: Não se prenda ao operacional! Pense, estude, experimente e se atualize. Todos os dias.

Ah, eu sou um grão no meio desse caminho, quem quiser juntar pra fazer montinho é só chegar!